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ESPECULAÇÕES: GIVEN, ARTETA E ARSHAVIN
No mês de Janeiro a palavra da vez é transferência. Não existe outra mais importante no vocabulário do apaixonado pelo futebol europeu. Portanto, para o momento nada mais apropriado do que ficar atento às especulações.
O Arsenal até agora tratou apenas dos novatos. Depois de emprestar Simpson e Hoyte, e de renovar o empréstimo de Barazite, trouxe de volta o zagueiro Havard Nordveit (18), que estava emprestado ao Salamanca da Espanha, onde disputou 3 partidas (deve ter adquirido uma experiência monstruosa, rs).
O técnico Arsene Wenger se manifestou sobre 3 possíveis nomes, todos bem qualificados e apropriados às necessidades do time. São eles: Shay Given, Mikel Arteta e Andrei Arshavin. O interesse no goleiro do Newcastle foi negado, assim como o interesse na contratação de um novo arqueiro. É clara a confiança irrestrita que Arsene Wenger deposita no espanhol Manuel Almunia, que vem fazendo boa temporada.
Arsene Wenger declarou que procura um meio-campista criativo e Mikel Arteta, do Everton, possui as prerrogativas para exercer tal função. No entanto, o treinador apenas elogiou o atleta espanhol e disse não ter realizado nenhum contato.

Quanto a Arshavin não houve progesso. Mas fica evidente que o Arsenal vem trabalhando firme para contratar o jogador. O preço vem sendo o principal complicador, já que Wenger tem um compromisso firme de manter a saúde financeira do clube em bom estado, sem cometer loucuras.
Imagino que o orçamento para compras não ultrapasse £30 milhões e é tarefa difícil comprar dois atletas de alto nível por esse valor, ainda mais se considerarmos a necessidade do Arsenal contratar jogadores experientes, admitida pelo chefe.
Sobre Philippe Senderos e Armand Traore nenhuma novidade. Creio que a volta de ambos fortaleceria o elenco, mas não resolveria a situação crítica localizada no meio-campo. Nomes como os de Gökhan Inler, Xabi Alonso, Yaya Toure, Axel Witsel têm surgido no noticiário como possíveis alvos.
Surgiram rumores sobre a possibilidade da saída da dupla de zagueiros centrais do Arsenal, algo muito drástico para os padrões de Wenger (o que torna a especulação pouco confiável). Mas, por conta disso, nomes como Brede Hangeland, Mathew Upson e Alex têm sido especulados.
Alexander Song e Nicklas Bendtner são dispensáveis e deveriam ser negociados ao menor sinal de interesse de qualquer clube.
Por fim, penso que o jovem Jack Wilshere precisa de mais experiência e deveria ser emprestado para algum clube da Premier League.
Vamos ficar atentos. Feliz 2009 para todos!
Escrito por Johnny às 15h27
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MOVIMENTAÇÕES, MAS NADA DE REFORÇOS
Começaram as movimentações no elenco do Arsenal, mas até o momento nada de reforços.

O atacante Jay Simpson, de 20 anos, vai defender o West Bromwich Albion por empréstimo até o fim da temporada 2008-09. O novato, que antes fora emprestado ao Milwall, terá nova chance para adquirir experiência. Simpson vinha se destacando pelo Carling Cup e agora vai atuar por um time na Premier League. Boa sorte, ao striker.

O versátil defensor Gavin Hoyte, de 18 anos, foi emprestado até o fim da temporada para o Watford. O irmão de Justin Hoyte, hoje no Boro, terá boa chance para adquirir experiência.

Gostaria que Nacer Barazite retornasse agora em Janeiro, mas o holandês irá permanecer no Derby County até o fim da temporada. O jovem de 18 anos, que atua como meia-ofensivo e atacante, teve seu empréstimo prolongado, indicando que Arsene Wenger poderá contratar um meio-campista. Barazite é um high potencial que, na minha modesta opinião, deveria estar integrado ao elenco principal no lugar de Jack Wilshere, ainda muito novo para o elenco principal.
Outros jogadores que seguem emprestados: Philippe Senderos (Milan), Abu Ogogo (Barnet), Armand Traore (Portsmouth) e Kerrea Gilbert (Leicester).
Escrito por Johnny às 14h40
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ARSENAL 1X0 PORTSMOUTH

Os Gunners entraram em campo num 4-4-2, com Nicklas Bendtner formando a dupla de ataque com Emmanuel Adebayor. Com isso, o holandês Robin van Persie foi poupado depois de ter atuado nos 90 minutos do empate diante do Aston Villa. O meio-campo foi formado por Emmanuel Eboue, Abou Diaby, Denilson e Samir Nasri. Na zaga um quarteto francês formado por Bacary Sagna, William Gallas, Mikael Silvestre e Gael Clichy acompanhou o onipresente Manuel Almunia. Vale destacar que Silvestre sobe de produção quando escalado como defensor central.
A equipe demonstrou dificuldade para furar o bloqueio defensivo muito bem arquitetado pelo técnico Tony Adams, que deixou apenas o grandalhão Peter Crouch como referência ofensiva. A dupla de defensores centrais do Portsmouth é mesmo de dar inveja: Sol Campbell e Silvin Distin - implacáveis! Eles ainda são protegidos por Papa Bouba Diop, que joga e bate uma barbaridade.
O Arsenal passou a apresentar um maior volume de jogo e também maior qualidade ofensiva a partir do momento em que Nasri foi deslocado para atuar pelo centro do meio-campo, deixando a faixa esquerda ocupada por Bendtner. Foi nessa função que Nasri teve uma atuação brilhante, jogando para o time, armando jogadas e desconsertando a marcação adversária.
A equipe certamente teria outro rendimento se o dono da camisa 8 tivesse iniciado a partida nessa função, deixando o lado esquerdo por conta do mexicano Carlos Vela, que acendeu a partida quando entrou no lugar de Eboue.
No lugar de Arsene Wenger começaria a transferir o prestígio de Bendtner para Vela, ou seja, na ausência de um dos atacantes titulares, escalaria o mexicano na esquerda e deslocaria Nasri para o meio. Isso enquanto Eduardo e Theo Walcott estiverem contabilizados como baixas, e, é claro, enquanto os reforços não chegarem (Vibrem Gooners, Charles N´Zogbia vem aí, mais uma piada de francês para francês.).
Aliás, Bendtner, que fez várias funções em campo durante a partida e acabou por se destacar na marcação, foi ao lado de Eboue o pior em campo.
O gol tardio acabou por sair numa cobrança de falta do discreto Denilson, que encontrou o zagueiro Gallas à frente do atrapalhado David James. O francês desviou para o fundo das redes e foi cercado pelos companheiros na comemoração.
A vitória apertada sobre uma equipe fraca como Pompey revela nítida e claramente como anda o futebol do Arsenal. Mas, seguimos gritando "Go, Gunners!" e sonhando com a temporada de compras do próximo mês.
Escrito por Johnny às 12h44
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ATUANDO COMO GUERREIROS
Acompanhei atentamente os compromissos do Arsenal nesse final de ano e notei que finalmente, atendendo ao pedido do ex-capitão William Gallas, os jovens do time do Arsenal têm atuado como verdadeiros guerreiros.
Contudo, sou capaz de arriscar que tal valentia dos novatos tem brotado no momento em que a qualidade técnica da equipe titular despencou, especialmente pela ausência de meio-campistas suficientemente competentes para organizar a equipe ofensivamente, como Cesc Fabregas e Tomas Rosicky.
Tal valentia é de fato boa, mas não a ponto de tornar o Arsenal uma equipe tão competitiva quanto a tríade formada por Liverpool, Chelsea e Manchester United. Para confirmar a tese, basta olhar para a colocação da equipe na tabela e a longa série de empates quebrada no magro 1x0 sobre o fraco Portsmouth.
Além disso, o futebol bonito apregoado por Arsene Wenger anda fora de cena nas últimas rodadas. Tenho visto um Arsenal nada inspirado, muito burocrático, com muitos passes laterais e ênfase demasiada na bola aérea.
O espírito aguerrido será fundamental no embate contra a Roma pela UEFA Champions League, mas equipe anda devendo um futebol mais convincente. Porém, de nada adianta correr demais, e a equipe estiver correndo errado. A inteligência no futebol ainda faz diferença sobre a parte física.
Estou orgulhoso dos novatos, mas ao mesmo tempo sinto ao ver que o espetáculo oferecido por eles seria outro se tivessem a retaguarda de um elenco mais experiente e desse modo em campo dividissem responsabilidades com jogadores como Henry, Flamini e Hleb.
A mim basta o exemplo de Samir Nasri, que chegou ontem, mal se adaptou a Premier League e tem que liderar a equipe do ponto de vista de organização de jogo.
Escrito por Johnny às 12h38
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ASTON VILLA 2X2 ARSENAL
Na partida de sexta-feira disputada no Villa Park o Arsenal entrou em campo num 4-5-1 com Robin van Persie posicionado mais à frente. O meio-campo foi composto por Emmanuel Eboue pela extrema direita e Samir Nasri na oposta. Os meio-campistas centrais foram Alexander Song, mais na proteção da defesa, Denilson e Abou Diaby, que tinha a missão de se juntar a Van Persie no ataque.
A linha de defesa foi formada por Bacary Sagna, Kolo Toure, William Gallas e Mikael Silvestre, que ocupou a lateral-esquerda, deixando Gael Clichy no banco de reservas. Com isso, Manuel Almunia que esteve em seu perpétuo posto passou a ser o jogador titular mais presente da equipe.
Com essa formação o time foi acuado durante o primeiro tempo pelo modesto, porém organizado, time do Aston Villa. Embora ainda na primeira etapa tivesse chegado ao com Denilson, a equipe de Arsene Wenger se mostrava inferior ao adversário que criava jogadas de perigo.
O brasileiro Denilson passou a fazer uma partida excelente quando, depois da substituição do contundido Song por Aaron Ramsey, encarregou-se mais da marcação, deixando o apoio ao ataque com o galês.
No início do segundo tempo o Arsenal passou a mandar na partida e chegou ao segundo gol num lindo lance do francês Diaby, que contou com a participação de Eboue no troca de passes antes de tocar por cima do arqueiro Brad Friedel.
É indiscutível a habilidade que Diaby possui com a bola nos pés e começo a me convencer de que o dono da camisa 2 possui realmente uma vocação mais ofensiva como jogador. Quanto a Eboue, estou mais do que convencido de que o lugar dele é na suplência de Sagna.
Como o 2x0 no placar o Arsenal seguia comandando as ações, tramando boas jogadas. Numa delas Van Persie acertou a trave de Friedel numa finalização com a perna esquerda. Vale um destaque para o empenho do holandês que executou uma função que normalmente não é a sua em campo.

Tudo ia bem até que William Gallas cometeu pênalti sobre o veloz e perigoso Gabriel Agbonlahor. Penso que Gallas, que teve boa atuação na partida, se precipitou ao derrubar o adversário dentro da grande área. Poderia tê-lo cercado ao invés de partir logo para o carrinho.
Um rápido parêntese: quando vi o atacante adversário sendo perseguido pela defesa, lembrei-me do gol de empate do Liverpool, onde a defesa foi batida numa despretensiosa bola longa. Sinal de alerta para o setor defensivo.
Na cobrança perfeitamente executada pelo capitão Gareth Barry o Aston Villa diminui a diferença.
A torcida da casa foi à loucura com o gol e a equipe correspondia no gramado, buscando o empate. Já os Gunners deixaram de levar perigo e se dedicaram a marcar os donos da casa.
O empate veio após o encerramento do tempo regulamentar num lançamento para área, no qual a rebatida da bola sobrou para o zagueiro Zat Knight, que sem marcação dominou a bola e com precisão de um centro-avante a colocou no fundo das redes de Manuel Almunia.
A justiça estava feita, o Aston Villa foi recompensado pelo primeiro tempo brilhante e pela determinação em reverter o placar contrário. Já o Arsenal foi punido por não ter fechado a tampa do caixão e ter se defendido mal quando tinha o placar e a situação da partida totalmente a seu favor.
Só para registro: Barry, Young (o Ashley) e Agbonlahor são três excelentes jogadores ingleses que se encaixariam muito bem no Arsenal.
Escrito por Johnny às 12h34
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