A TEMPORADA ATÉ AQUI
Assim como Arsene Wenger, esperávamos que alguns jovens jogadores tivessem finalmente atingido a maturidade ideal para a acirrada disputada da Premier League, especialmente os meio-campista centrais Denilson, Diaby e Song e o atacante Bendtner.
Possivelmente foi tal crença que levou o chefe a não investir na contratação de um substituto para o francês Mathieu Flamini, que antes de se transferir para o Milan dava estabilidade ao nosso meio-campo, e de um atacante que suprisse as eventuais ausências do frágil Van Persie e de Adebayor.
Mas, até o momento, o futebol dos três primeiros não parece estar à altura de um meio-campista titular do Arsenal, do nível de Vieira, Petit, Gilberto, Edu e o próprio Flamini.

Hoje estamos com um buraco enorme no centro do meio-campo e desenvolvemos uma dependência enorme do futebol do jovem astro espanhol Cesc Fabregas. Mas, é preciso reconhecer o gigantismo de tal responsabilidade. Afinal, nenhuma das equipes do Top Four depende de um único jogador, mesmo os Reds tão dependentes de Gerard, contam com a retaguarda de Mascherano e Alonso, além do auxílio de Rieira, Kuyt e Babel.
Isso, sem falar dos meio-campistas à disposição dos treinadores de Chelsea e Liverpool.
Um parêntese rápido sobre a parte externa do meio-campo: com Walcott e Rosicky no estaleiro, restam Nasri e Eboue. O primeiro, embora faça mais gols do que Hleb, não chega a criar tanto quanto o nosso ex-camisa 13. O segundo é, indiscutivelmente, o maior pesadelo da torcida. Considero horrível o que AW fez com ele ou deixar de escalá-lo como full back. Noutro clube o marfinense seria titular indiscutível da lateral e xodó da torcida.
Fica evidente o péssimo planejamento na composição do meio-campo titular e dos reservas. Assim como fica evidente a necessidade urgente de reforçar o setor o restante da temporada na janela de transferência do mês de Janeiro.
Já no ataque encontra-se o nosso maior problema, medindo quase dois metros de altura e usando chuteiras cor-de-rosa, ele mesmo, Bendtner. O dinamarquês cheio de moral com o chefe vem decepcionando, está muito longe da condição ideal para se sentar no banco do Arsenal. Outro atacante deveria ter sido contratado para "sombrear" o ataque titular enquanto a plena recuperação de Eduardo seja demonstrada.

Até o mexicano Vela me parece mais agudo que o grandalhão da camisa 26.
Além do problema de profundidade do elenco, há os problemas de relacionamento no elenco, envolvendo especialmente o ex-capitão Gallas.
Tudo isso tem atrapalhado muito a equipe. Basta olhar para a tabela da competição.
A campanha é de fato ruim: quinta posição, 31 pontos em 18 partidas disputadas, 8 pontos atrás do líder Liverpool. O Chelsea, com 17 partidas disputada, pode chegar aos 40 pontos e abrir 9 de vantagem.
Mesmo o Manchester United, que disputou duas partidas a menos do que os Gunners, tem mais pontos somados, 32 (pode chegar a 38 pontos). Por fim, o organizado Aston Villa tem 34 pontos em 18 partidas disputadas e ocupa a terceira colocação.
Pois é, caros amigos, a atual temporada do Arsenal não vem sendo como havíamos sonhado. Resta-nos a missão de acompanhar o Arsenal em toda e qualquer situação e seguir acreditando em Wenger e seus comandados. Até porque a etapa de confrontos diretos da UEFA Champions League começará e teremos pela frente a respeitáveç equipe de Roma, que no passado recente deu lições no United e no Chelsea.
Comemoremos a volta de Dudú aos gramados e a possível enfiada de mão no bolso que o chefe fará em breve.
Go, Gunners.
Escrito por Johnny às 18h07
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