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UMA REAPARIÇÃO

Estava ausente desde o dia 01/09, quando comentei o passeio dos Gunners sobre o Newcastle e, embora não esteja fazendo meu retorno definitivo ao ritmo de antes, quando costumava postar toda semana, encontrei uma fraca de tempo para comentar a forma do time nas últimas semanas.

Desde essa data foram 9 vitórias obtidas em 15 partidas disputadas, além de 4 empates e 2 derrotas. Um aproveitamento de 31 dos 45 pontos disputados no período. Praticamente 70%. Nada mal, se as duas derrotas não tivessem sido contra equipes teoricamente tidas como fracas, como o Hull City (por 2x1) e o Stoke City (também por 2x1), duas equipes recém promovidas à primeira divisão.

Além disso, os empates diante de Sunderland e Tottenham (que na ocasião ocupava a última posição da tabela), não podem ser considerados resultados agradáveis para a exigente torcida do Arsenal, que costuma assistir ao time de Arsene Wenger dar cabo de adversários muito mais fortes e historicamente mais consistentes como Blackburn (4x0), Everton (3x1) e West Ham (2x0).

Cresce o espanto do torcedor quando os resultados negativos obtidos diante de equipes mais fracas são comparados à campanha da equipe na UEFA Champions League, torneio no qual o time aplicou a sonoras goleadas sobre Porto (4x0) e Fenerbahce (5x2).

O espanto é ainda maior se observado o desempenho da equipe na Carling Cup, onde os young guns andam passeando sobre adversários consideráveis, como o Sheffield United, que ocupa a quarta posição na Coca-Cola Championship e conta com alguns macacos velhos, como Gary Speed e James Beattie; e o próprio Wigan, participante da elite do futebol inglês.

O espanto do torcedor atinge o ápice quando se depara com a vitória sobre o Manchester United por 2x1, numa partida emocionante e crucial para o futuro do time, quando a estrela de Samir Nasri brilhou.

De fato, é preciso olhar em detalhes os resultados colhidos pelo Arsenal para melhor avaliar o desempenho da equipe na temporada e projetar até onde a equipe será capaz de chegar.

Sendo assim, é necessário citar que nas derrotas ridículas o Arsenal tem muita culpa no cartório, especialmente Arsene Wenger, que andou inventando novas modas táticas para os Gunners por meio de um falso 4-3-3. Mas, não podemos ignorar erros de arbitragem e gols espíritas marcados pelos adversários.

Lembro-me da partida contra o Sunderland, na qual logo após o gol de Robin van Persie ter sido anulado equivocadamente (a bola não havia cruzada a linha de fundo antes que Theo Walcott fizesse a assistência), o time assistiu Leadbitter acertar um disparo indefensável. Fabregas nos salvaria no minuto final da partida, empatando ao marcar um gol de cabeça após cobrança de escanteio.

A equipe está a 6 pontos dos líderes Liverpool e Chelsea e depois de ter enfrentando as equipes mais fracas (como WBA, Hull e Stoke) terá pela frente algumas duras batalhas: Aston Villa (amanhã), Chelsea (30/11) e Liverpool (21/12). Sem desprezar o Manchester City, contra quem os Gunners entrarão em campo no dia 22. É que o time do badalado Robinho tem se demonstrado bastante irregular até o momento, apesar da qualidade que possui.

Boa hora para os Gunners provarem seu valor, vencendo e acumulando pontos.

Por fim, registro meu ânimo pelo que o mexicano Carlos Vela vem mostrando (artilheiro e garçom) e pela proximidade do retorno de Eduardo da Silva (creio que ocorrerá na segunda metade de Dezembro). Também registro minha tristeza pela situação difícil que o meia-atacante Tomas Rosicky vem enfrentando por causa de sua lesão no joelho.

Go, Gunners!



Escrito por Johnny às 16h04
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